Espanha - O que esperar da Final 4 da Liga das nações?
- João Blanco - Os Panenka

- 19 de nov. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de nov. de 2020
França, Espanha, Bélgica e Itália. Estas são as 4 equipas apuradas para a fase final da Liga das Nações 20/21, que não repete nenhuma seleção face ao quarteto de 18/19 (Portugal, Suíça, Holanda e Inglaterra). O que podemos esperar destas 4 seleções? Qual o maior candidato a vencer a prova? São essas as perguntas às quais vou tentar responder nesta análise bastante antecipada. A análise a cada seleção irá ser postada num artigo diferente para não ficar algo muito comprido.
Espanha

A seleção espanhola teve a sua época dourada de 2008 a 2012, período em que conquistaram 2 europeus e 1 mundial. Nas 4 competições seguintes (Mundial 2014, Euro 2016, Mundial 2018 e Liga das Nações 2019), Espanha deixou muito a desejar. Em 2014, ficou pela fase de grupos. Em 2016, perdeu nos oitavos de final com a Itália. Em 2018, perdeu nos oitavos de final com a Rússia. Em 2019, ficou pela fase grupos.
Apesar desta estagnação futebolística, esta seleção promete muito. Passou pelo grupo 4 com 11 pontos, sendo que o grupo contava com a Alemanha, Ucrânia e Suíça. Para não falar que chegou-se ao pé da Alemanha e aplicou 6 golos sem dó nem piedade.
O guarda-redes De Gea, apesar dos erros esporádicos, é de classe mundial e costuma não comprometer. No eixo defensivo central, temos experientes como Sergio Ramos (que também é goleador como se sabe) e Iñigo Martínez, mas também temos promessas como Pau Torres (que tem assumido a titularidade) e Eric García. Os centrais normalmente são ajudados por algum médio defensivo, que varia entre Rodri e Busquets. Estes dois grupos não têm grandes tarefas ofensivas, pois essas sobram para os laterais, dotados de uma capacidade ofensiva de alta qualidade. Temos exemplos como Gayá, Dani Carvajal, Sergi Roberto, Reguillón, Cucurella, etc. Todos com melhor capacidade ofensiva do que defensiva, e que permitem muita profundidade no ataque.
No meio-campo, temos muitos jogadores que gostam de ter bola e assumir a construção, aspeto característico do tiki-taka indissociável da seleção espanhola. Existem opções como Fabián, Canales, Koke, Llorente, Mikel Merino, Dani Ceballos, etc. Podem não ter nomes sonantes como eram Xavi e Iniesta, mas não deixam nada a desejar em termos de criatividade.
No ataque, para as alas, temos Oyarzabal (jogador que está num enorme momento de forma), Ferrán Torres (promessa que marcou um hat-trick frente ao Neuer), o explosivo Adama Traoré e o menino de ouro Ansu Fati. Apesar de terem jogado alguns jogos desta fase de grupos sem nenhum em campo, para ponta de lança existem Morata, Gerard Moreno e Rodrigo. Todos competentes e todos já conhecedores da realidade da seleção.
Espanha está a tentar renascer das cinzas e Luís Enrique tem mostrado bons indicadores para que tal vá acontecer. Se pode já fazê-lo na Liga Das Nações? Pode, e por isso a seleção espanhola tem que ser tida em conta.




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